Com 350 mil espectadores na história do projeto, indicação ao Grammy Latino e uma turnê de 10 datas pelo país, Mumuzinho transforma a Resenha do Mumu no maior case de empreendedorismo do pagode atual.
Em 2016, numa casa no Alto da Boa Vista, no Rio de Janeiro, Mumuzinho reuniu amigos, ligou os instrumentos e começou o que ele mesmo definiu como uma resenha. No entanto, o que era para ser algo sem pretensão ou roteiro, tornou-se um dos projetos mais importantes da sua carreira. Dez anos depois, a Resenha do Mumu virou turnê nacional, acumulou mais de 350 mil espectadores e rendeu uma indicação ao Grammy Latino.
O que começou como uma brincadeira entre amigos se tornou, portanto, um dos maiores casos de sucesso do pagode brasileiro. E em 2026, Mumuzinho vai celebrar essa trajetória da única forma que faz sentido: ao vivo, por todo o Brasil, com mais de quatro horas de show em cada cidade.
Resenha do Mumu Turnê 10 Anos: as datas e o que esperar
A Resenha do Mumu – Turnê 10 Anos é uma série de dez apresentações que percorrem o Brasil ao longo de 2026. As datas confirmadas são:
- Belo Horizonte — 25 de abril
- Rio de Janeiro — 23 de maio e 12 de dezembro
- Recife — 26 de julho
- São Paulo — 29 de agosto
- Florianópolis — 5 de setembro
- Belém — 12 de setembro
- Salvador — 20 de setembro
- Curitiba — 17 de outubro
- Vitória — 14 de novembro
Além disso, uma das capitais vai sediar o registro oficial do espetáculo para o lançamento de um novo projeto audiovisual ainda em 2026. Ou seja, quem for a um desses shows pode estar assistindo à gravação do próximo DVD de Mumuzinho.
O repertório: mais de quatro horas de samba, pagode e muita história
No setlist da turnê estão os maiores hits da carreira de Mumuzinho: “Fulminante”, “Curto Circuito”, “Fala”, “Eu Mereço Ser Feliz” e “A Três” — faixa do DVD Conectado que já acumula mais de 3 milhões de visualizações no YouTube. Além disso, o cantor promete um panorama completo da música brasileira, incluindo clássicos do samba e referências de outros gêneros.
Para dar conta de tudo isso, Mumuzinho sobe ao palco com uma banda completa: Raul Silva no cavaquinho, William Fita na bateria, Duduzinho Soares no baixo, Cezar Rocha no violão e Marcos Moog nos teclados. A estrutura de som e luz está, portanto, alinhada com as exigências de grandes espetáculos musicais — porque a Resenha do Mumu cresceu e o show cresceu junto.
De cantor a empresário: o modelo que inspira o pagode
O que diferencia Mumuzinho de muitos artistas do pagode é a visão de negócio. Há dois anos, ele assumiu parte da gestão da própria carreira ao lado do gestor Pablo Linhares. Nesse período, transformou a Resenha do Mumu num ativo artístico com valor de mercado comprovado — e tem olhado para a Tardezinha de Thiaguinho como modelo de referência.
Assim como Thiaguinho construiu um evento que transcendeu o pagode e virou fenômeno cultural, Mumuzinho quer que a Resenha do Mumu ocupe esse mesmo espaço. Com 350 mil espectadores acumulados, uma indicação ao Grammy Latino e uma turnê de dez shows pelo país, ele está claramente no caminho certo.
Por que a Resenha do Mumu importa para o pagode
Em um cenário onde muitos artistas dependem de lançamentos constantes para manter relevância, Mumuzinho construiu algo diferente: um evento que as pessoas esperam. A Resenha do Mumu não precisa de single novo para lotar. Precisa de data e ingresso disponível.
Dez anos, 350 mil espectadores e uma turnê nacional. A Resenha do Mumu não é mais um projeto — é uma instituição do pagode brasileiro. E Mumuzinho, que começou com uma resenha entre amigos numa casa no Alto da Boa Vista, hoje prova que o pagode também sabe fazer negócio.
Por Fagner Rocha
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