Rio amplia rede de motofaixas com mais 8 km na cidade

Motociclistas em faixa preferencial no Rio de Janeiro
Foto: Divulgação/Correio da Manhã

A Prefeitura do Rio anunciou a expansão de mais oito quilômetros na rede de motofaixas da cidade, faixas preferenciais destinadas à circulação de motociclistas em vias com trânsito congestionado. O anúncio foi feito pela CET-Rio, companhia municipal responsável pela engenharia de tráfego, com prazo de até 60 dias para conclusão das obras.

As novas faixas vão contemplar trechos estratégicos da cidade: a Autoestrada Engenheiro Fernando Mac Dowell, sentido Barra da Tijuca, a Avenida Engenheiro Freyssinet e o Elevado Rufino de Almeida Pizarro, este último nos dois sentidos. São vias de grande fluxo de veículos, historicamente associadas a congestionamentos frequentes nos horários de pico.

A expansão dá sequência a um trabalho que já vinha avançando: no último dia 3 de agosto, a cidade concluiu 19 quilômetros de motofaixas no corredor Lagoa-Barra, um dos trajetos mais utilizados por motociclistas que se deslocam entre a Zona Sul e a Barra da Tijuca todos os dias. O projeto de motofaixas, no entanto, é bem mais antigo: começou em 2024 com um piloto de apenas dois quilômetros, e vem sendo ampliado gradualmente desde então.

O objetivo declarado da iniciativa é organizar a circulação de motociclistas e reduzir acidentes envolvendo esse grupo, que está entre as principais vítimas de sinistros de trânsito na cidade. As motofaixas funcionam como corredores preferenciais durante os períodos de maior congestionamento, e outros veículos só podem utilizá-las em manobras pontuais de mudança de faixa, sempre com a devida sinalização.

O tema ganha ainda mais relevância diante dos números registrados neste ano: segundo o Corpo de Bombeiros, a cidade do Rio contabilizou 13.383 acidentes de trânsito entre janeiro e maio de 2026, um aumento em relação ao mesmo período do ano anterior. Motociclistas costumam figurar entre as vítimas mais frequentes desse tipo de sinistro, o que reforça a lógica por trás da criação de faixas exclusivas para essa categoria de veículo.

A prefeitura já sinalizou que pretende, ainda neste ano, criar uma Força Municipal de Trânsito, nova unidade da guarda municipal voltada especificamente à fiscalização e à regulação do trânsito na cidade. A medida caminha na mesma direção da expansão das motofaixas: tentar organizar de forma mais eficiente a convivência entre carros, ônibus e motos nas vias mais movimentadas do Rio.

Para quem circula de moto pela cidade todos os dias, a expansão da rede de motofaixas deve significar, na prática, menos tempo parado no trânsito em alguns dos trechos mais críticos da cidade — desde que a nova sinalização seja respeitada pelos demais motoristas, um desafio que a prefeitura ainda tenta resolver por meio de fiscalização e campanhas de conscientização.

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