Governo do Rio repassa R$ 295 milhões às 92 prefeituras fluminenses em tributos estaduais

O governo do estado do Rio de Janeiro repassou R$ 295 milhões às 92 prefeituras fluminenses na primeira quinzena de julho, referentes à distribuição de tributos estaduais — ICMS, IPI e IPVA — divididos com os municípios conforme as regras constitucionais de repartição de receita.

Governo do Rio repassa R$ 295 milhões às 92 prefeituras fluminenses em tributos estaduais

De acordo com a Secretaria de Fazenda estadual, o total repassado em julho já soma R$ 636 milhões, e o acumulado distribuído aos municípios desde janeiro chega a R$ 12,2 bilhões, somando diferentes mecanismos de repartição estadual e federal.

Esses repasses seguem sendo parte estrutural do orçamento da maioria das prefeituras fluminenses, especialmente as de menor porte, que dependem fortemente do ICMS e do FPM para custear despesas correntes.

Como funciona a repartição de tributos estaduais com municípios

A Constituição Federal estabelece regras de repartição de determinados tributos arrecadados pelos estados com os municípios, garantindo a esses últimos uma fatia da receita gerada por impostos como o ICMS, o IPVA e o IPI. Esse mecanismo é uma das principais fontes de receita de boa parte das prefeituras brasileiras, especialmente as de menor porte, que têm arrecadação própria mais limitada.

Peso do ICMS na receita municipal

Entre os tributos repartidos com os municípios, o ICMS costuma ser o de maior relevância financeira, já que incide sobre a circulação de mercadorias e alguns serviços, sendo um dos impostos de maior arrecadação no país. A parcela destinada aos municípios é calculada com base em critérios definidos por lei estadual, que costumam levar em conta fatores como população, área e indicadores de desenvolvimento econômico e social de cada cidade.

Importância do FPM para pequenas prefeituras

Além dos repasses estaduais, os municípios brasileiros também recebem recursos do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), de origem federal, que segue lógica semelhante de repartição de receita tributária. A combinação entre repasses estaduais e federais costuma ser determinante para o equilíbrio orçamentário de prefeituras de menor porte, que dependem fortemente desses recursos para custear despesas correntes, como folha de pagamento e serviços públicos básicos.

Regularidade dos repasses

Governos estaduais costumam manter calendário regular de repasses de tributos aos municípios, com divulgação periódica dos valores distribuídos por meio das secretarias de Fazenda estaduais. A regularidade desses repasses é acompanhada de perto por prefeituras de todo o estado, já que atrasos ou reduções podem comprometer o planejamento orçamentário municipal no curto prazo.

Uso dos recursos pelas prefeituras

Os recursos recebidos via repartição de tributos estaduais e federais costumam ser incorporados ao orçamento geral dos municípios, sem destinação específica obrigatória, cabendo a cada prefeitura decidir, dentro dos limites da lei orçamentária local, como aplicar esses valores em áreas como saúde, educação, infraestrutura e outros serviços públicos municipais.

Panorama fiscal dos municípios fluminenses

O desempenho da arrecadação estadual de tributos como o ICMS costuma refletir diretamente no volume de recursos disponíveis para repasse aos municípios fluminenses, o que faz da evolução da economia do estado um fator relevante para o planejamento orçamentário das prefeituras ao longo do ano.

Diferença entre receita própria e receita transferida

A receita dos municípios brasileiros costuma ser dividida entre receita própria — arrecadada diretamente pela prefeitura, como IPTU e ISS — e receita transferida, oriunda de repasses estaduais e federais. Em boa parte das cidades pequenas e médias do país, a receita transferida representa a maior fatia do orçamento total, o que reforça a dependência desses municípios em relação ao calendário e à regularidade dos repasses.

Planejamento orçamentário municipal

Prefeituras costumam basear seu planejamento orçamentário anual em estimativas de repasse de tributos estaduais e federais, ajustando despesas correntes e investimentos conforme a arrecadação efetiva se confirma ao longo do ano, o que torna a regularidade dos repasses um fator relevante para a execução do orçamento municipal planejado.

Transparência na destinação dos recursos

Portais de transparência municipais costumam detalhar a aplicação dos recursos recebidos via repasses estaduais e federais, permitindo à população acompanhar em quais áreas — saúde, educação, infraestrutura — cada prefeitura decidiu direcionar parte desses valores ao longo do exercício orçamentário.

Comparação entre estados na distribuição de ICMS

Cada estado brasileiro define, por lei própria, os critérios específicos de distribuição da parcela do ICMS destinada aos municípios, o que faz com que o peso desse tributo na receita municipal varie conforme a legislação e o perfil econômico de cada unidade da federação.

Foto: reprodução/Jornal da Região

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