
A corrida ao governo do Rio de Janeiro ganhou um reforço importante nos últimos dias: o PDT aprovou, em convenção realizada na noite de segunda-feira (27/07), apoio formal à candidatura de Eduardo Paes ao governo estadual, com a presença do prefeito de Niterói e secretário nacional de organização do PDT, Rodrigo Neves. O PSB-RJ seguiu o mesmo caminho nesta terça-feira, definindo também os nomes que vão compor as chapas do partido para a Assembleia Legislativa e para a Câmara dos Deputados dentro da coligação.
Com os dois partidos oficializando apoio, a candidatura de Eduardo Paes consolida uma frente ampla que já reunia nomes como PT, MDB, Podemos, Solidariedade, PSDB, PV e PCdoB, além da própria federação ‘Brasil da Esperança’, formada por PT, PCdoB e PV. Na prática, Paes chega ao início da campanha eleitoral com uma das coligações mais amplas do espectro político fluminense, unindo partidos de centro e de esquerda numa mesma chapa.
A adesão do PDT tem um simbolismo particular: o partido é historicamente associado a Leonel Brizola, uma das figuras mais influentes da política fluminense, e sua base ainda mantém força em municípios da Região Metropolitana, especialmente em Niterói, reduto político do próprio Rodrigo Neves. Já o PSB, ao formalizar apoio, reforça a presença de Paes entre partidos de esquerda que disputam espaço próprio dentro da coligação, com atenção especial à briga por vagas nas chapas proporcionais de deputado estadual e federal.
A ampliação da base de Paes acontece num momento em que o estado do Rio de Janeiro vive uma disputa eleitoral especialmente movimentada, com a eleição para governador marcada para outubro após um período de instabilidade institucional no comando do Executivo estadual. Pesquisas recentes já vinham apontando Paes com vantagem em cenários hipotéticos de disputa, e a consolidação de uma coligação tão ampla tende a reforçar ainda mais essa posição de favoritismo nas próximas semanas de campanha.
Para os partidos que aderiram à coligação, o cálculo eleitoral vai além do apoio ao nome de Paes: trata-se também de garantir espaço nas chapas proporcionais para eleger o maior número possível de deputados estaduais e federais, aproveitando o embalo de uma candidatura bem posicionada nas pesquisas para puxar votos para legendas e candidatos de menor expressão isolada.
Com PDT e PSB formalizados, a atenção agora se volta para os últimos partidos que ainda negociam posição na disputa pelo governo do Rio, e para o anúncio definitivo das chapas proporcionais de cada legenda que compõe a coligação de Eduardo Paes — movimento que deve se intensificar nas próximas semanas, à medida que se aproxima o prazo final de registro de candidaturas para as eleições de outubro.





