PT oficializa candidatura de Lula à reeleição com Alckmin como vice em convenção nacional

Lula e Alckmin durante convenção nacional do PT
Foto: Correio 24 Horas

O Partido dos Trabalhadores (PT) realizou, no último domingo (2), sua convenção nacional para oficializar a candidatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à reeleição. O encontro aconteceu no Expo Center Norte, na capital paulista, e reuniu lideranças do partido e de siglas aliadas para formalizar a chapa que vai disputar a Presidência da República nas eleições de outubro.

A convenção confirmou o vice-presidente Geraldo Alckmin, do PSB, novamente como candidato a vice na chapa presidencial, repetindo a composição apresentada por Lula nas eleições de 2022, quando os dois foram eleitos após vencerem o segundo turno daquele pleito. A candidatura representa a tentativa de Lula de conquistar um quarto mandato como presidente da República, somando os períodos em que já governou o país entre 2003 e 2010, e o atual mandato iniciado em 2023.

Uma coligação de sete partidos

A chapa Lula-Alckmin inicia oficialmente a corrida eleitoral com o apoio de sete partidos: PT, PCdoB, PV, PSB, PSOL, Rede e PDT. A configuração da coligação repete, em linhas gerais, o arranjo que sustentou a candidatura vitoriosa de 2022, reunindo partidos de esquerda e de centro que compõem a base histórica de apoio ao presidente, além do próprio partido de Alckmin, o PSB, que migrou de posição no espectro político nos últimos anos ao se aproximar do campo governista.

Durante a convenção, lideranças do PT reforçaram o discurso de defesa da continuidade do atual governo, destacando programas sociais, medidas econômicas e a política externa como pilares da candidatura à reeleição. A escolha por manter a chapa de 2022 sinaliza uma estratégia de continuidade, evitando mudanças na composição que, segundo avaliação de dirigentes do partido, funcionou eleitoralmente no pleito anterior.

Calendário eleitoral e próximos passos

Com a candidatura oficializada pelo PT, a chapa Lula-Alckmin segue agora para as etapas seguintes do calendário eleitoral definido pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que incluem o registro formal da candidatura na Justiça Eleitoral e a divulgação do plano de governo que deve orientar a campanha até a votação. O primeiro turno das eleições presidenciais de 2026 está marcado para o dia 4 de outubro. Caso nenhum candidato atinja a maioria absoluta dos votos válidos nessa data, a disputa será decidida em segundo turno, conforme prevê a legislação eleitoral brasileira para o cargo de presidente da República.

A convenção do PT ocorre em um momento de intensa movimentação política em todo o país, com partidos de diferentes espectros ideológicos realizando suas próprias convenções nacionais e estaduais para oficializar candidaturas à Presidência, a governos estaduais, ao Senado e às demais disputas proporcionais previstas para outubro. O prazo geral para realização de convenções partidárias, tanto nacionais quanto estaduais, é definido anualmente pelo TSE e busca padronizar o processo de escolha de candidatos em todas as siglas registradas no país.

Repetição da chapa de 2022

A decisão de manter Alckmin como vice reforça a aposta do PT em uma fórmula já testada nas urnas. Em 2022, a dupla venceu o pleito após um processo eleitoral disputado, com a coligação ampliando sua base de apoio para incluir partidos de centro e até setores do campo liberal, em uma estratégia de ampliação de alianças que se mostrou determinante para o resultado final daquela eleição. Para 2026, a expectativa dentro do PT é repetir essa fórmula de ampliação de alianças, buscando votos além da militância tradicional do partido e de sua base histórica de apoio.

Nos próximos meses, a atenção do cenário político nacional deve se voltar também para a definição das demais candidaturas presidenciais, à medida que outras siglas concluam suas convenções dentro do prazo estabelecido pelo TSE, montando o quadro completo de concorrentes que vão disputar o comando do país a partir de janeiro de 2027.

Historicamente, as convenções nacionais dos principais partidos brasileiros marcam o início formal do período de campanha eleitoral, ainda que a pré-campanha e as articulações políticas para a formação de chapas e coligações já estejam em curso desde o início do ano. No caso do PT, a manutenção da chapa vitoriosa em 2022 é vista por dirigentes do partido como um sinal de estabilidade política em um cenário nacional marcado por forte polarização entre diferentes campos ideológicos, especialmente entre a base governista e a oposição, que também organiza suas próprias convenções nas semanas seguintes para oficializar candidaturas concorrentes à Presidência da República.

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