STF marca 19 de agosto para julgar o futuro do comando do governo do RJ

Palacio Guanabara, sede do governo do Rio de Janeiro
Foto: Diario do Rio de Janeiro

O governador interino do Rio de Janeiro, Ricardo Couto, segue no comando do estado desde a renuncia de Claudio Castro, em marco, e o Supremo Tribunal Federal marcou para o dia 19 de agosto o julgamento que vai definir a forma de escolha do proximo governador ate o fim do atual mandato.

O que esta em jogo no julgamento do STF

As acoes que chegam ao Supremo tratam de uma questao institucional especifica: se a escolha do proximo governador do Rio de Janeiro, para completar o mandato interrompido pela saida de Claudio Castro, deve ser feita por eleicao direta ou por eleicao indireta, com votacao dentro da propria Assembleia Legislativa do estado. A definicao tem impacto direto sobre o calendario politico fluminense e sobre a propria disputa eleitoral de outubro, ja que Claudio Castro deixou o cargo justamente para concorrer a uma vaga no Senado.

Ricardo Couto, presidente do Tribunal de Justica do Rio que assumiu o governo de forma interina apos a saida de Castro, estima permanecer no cargo por cerca de 60 dias a partir de agora, ate que a decisao do STF sobre o formato de escolha do proximo governador seja proferida e colocada em pratica.

Quem e afetado pela indefinicao

A indefinicao institucional afeta diretamente a capacidade de planejamento do governo fluminense, com secretarias e orgaos estaduais operando sob gestao interina em um momento delicado, marcado por ajuste fiscal e cortes de gastos anunciados pelo proprio Couto, que projeta reducao de ao menos R$ 5 bilhoes nas despesas do estado ate o fim do ano. Servidores publicos, prestadores de servico contratados pelo estado e municipios que dependem de repasses estaduais tambem sentem o efeito da incerteza sobre quem estara no comando do Palacio Guanabara nos proximos meses.

Entenda: por que o caso chegou ao STF

A Constituicao brasileira preve regras especificas sobre como preencher vacancias no comando de estados quando a interrupcao de mandato acontece a menos de determinado prazo antes do fim do periodo eletivo, mas a interpretacao sobre qual regra se aplica exatamente ao caso do Rio de Janeiro gerou divergencia juridica, levando o tema ao Supremo. E esse tipo de definicao — direta ou indireta — que o STF deve resolver na sessao de 19 de agosto.

O que observar

A sessao do STF marcada para 19 de agosto deve ser acompanhada de perto por toda a classe politica fluminense, ja que a decisao pode antecipar ou adiar significativamente a definicao de quem assume o governo do Rio de Janeiro de forma efetiva pelos proximos meses. Ate la, Ricardo Couto segue no comando interino, promovendo ajustes fiscais e administrativos considerados urgentes pela propria gestao.

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