Rio amplia acao SVS na Rua contra arboviroses em 21 bairros

Agente de saude vistoriando imovel contra o mosquito Aedes aegypti no Rio de Janeiro
Foto: Prefeitura do Rio

A Prefeitura do Rio está com uma nova rodada da ação “SVS na Rua” em andamento, levando equipes de combate a arboviroses para 21 bairros da cidade entre os dias 27 e 31 de julho de 2026. A iniciativa, que faz parte do trabalho semanal da Secretaria Municipal de Saúde ao longo do ano, tem como alvo a prevenção de dengue, zika e chikungunya através de vistorias em imóveis.

Cronograma da semana passa por diferentes regiões da cidade

A ação percorreu bairros de diferentes zonas da cidade ao longo da semana: começou na segunda-feira (27/07) por Santo Cristo e Benfica, seguiu terça-feira (28/07) pelo Caju, e na quarta-feira (29/07) passou por Catumbi, Rio Comprido, Andaraí, Barra da Tijuca, Recreio dos Bandeirantes e novamente pelo Caju. Nesta quinta-feira (30/07), as equipes atuam em Catete, Vigário Geral, Engenho de Dentro, Parque Colúmbia, Vila Kosmos, Realengo, Inhoaíba, Cosmos, Guaratiba, Santa Cruz, Sepetiba e Paciência, encerrando na sexta-feira (31/07) por Campo Grande e Guaratiba.

Essa distribuição geográfica ampla — passando por zona portuária, zona norte, zona oeste e Barra da Tijuca na mesma semana — mostra como a estratégia da Secretaria de Saúde é rotativa, cobrindo diferentes regiões da cidade ao longo do tempo, em vez de concentrar esforços permanentes em poucos bairros.

Números acumulados mostram escala da operação

Até o dia 18 de julho deste ano, a prefeitura já havia realizado 6.586.589 vistorias em imóveis como parte do combate ao Aedes aegypti, mosquito transmissor de dengue, zika e chikungunya. É um volume que dá dimensão ao tamanho da operação: são milhões de visitas de agentes de saúde batendo de porta em porta, verificando possíveis focos de reprodução do mosquito em residências, terrenos e imóveis comerciais.

Esse tipo de vistoria costuma incluir verificação de caixas d’água, pneus, vasos de planta, calhas e qualquer recipiente que possa acumular água parada — o principal fator de proliferação do mosquito em áreas urbanas densamente povoadas como o Rio de Janeiro.

Por que a ação segue relevante mesmo fora do pico epidêmico

Embora o inverno seja tradicionalmente um período de menor incidência de arboviroses no Rio, a manutenção da ação “SVS na Rua” durante todo o ano é justamente o que ajuda a evitar que os focos do mosquito se acumulem antes da temporada de calor e chuva, quando o risco de surtos aumenta significativamente. Essa lógica preventiva reduz a pressão sobre o sistema de saúde municipal na alta temporada de dengue, que costuma ocorrer entre o fim do verão e o início do outono.

Para o morador dos bairros contemplados, a orientação da Secretaria de Saúde é colaborar com as equipes quando elas passarem pela região, permitindo o acesso a áreas comuns e reforçando, por conta própria, a eliminação de qualquer ponto de água parada dentro de casa.

O que observar daqui pra frente

A ação segue de forma rotativa por diferentes bairros ao longo do segundo semestre de 2026, e a expectativa da Secretaria Municipal de Saúde é manter o ritmo de vistorias para reduzir os índices de infestação antes do período de maior risco epidemiológico. Moradores de bairros ainda não contemplados nesta rodada devem ser avisados com antecedência quando a ação chegar à sua região.

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