A Receita Federal liberou nesta sexta-feira (24) a consulta ao terceiro lote de restituição do Imposto de Renda 2026. Ao todo, 2.743.200 contribuintes vão receber R$ 4,61 bilhões no dia 31 de julho, valor que será depositado diretamente na conta bancária informada na declaração.

Como consultar e quem recebe
A consulta pode ser feita no site da Receita Federal, na opção “Meu Imposto de Renda” seguida do botão “Consultar a Restituição”, ou pelo aplicativo da Receita Federal para tablets e smartphones. As prioridades legais de pagamento seguem a ordem: idosos a partir de 80 anos, idosos entre 60 e 79 anos, pessoas com deficiência física ou mental ou doença grave, e contribuintes cuja maior fonte de renda seja o magistério.
Além dessas prioridades legais, entram na fila geral de pagamento os contribuintes que não se enquadram em nenhuma das categorias prioritárias — nesses casos, a ordem de recebimento costuma seguir a data de entrega da declaração, priorizando quem declarou primeiro dentro do prazo.
Por que o calendário de lotes importa
Os dois primeiros lotes de 2026 já representaram 80% do total de restituições previstas para o ano, tanto em valor quanto em número de contribuintes — o que indica que a maior parte do processamento já foi concluída antes mesmo deste terceiro lote. Para quem declarou o Imposto de Renda em 2026 sem prioridade legal, este será o primeiro pagamento de restituição do ano, o que costuma gerar bastante busca por informação sobre prazos e valores nesta fase do calendário.
O calendário de lotes de restituição costuma se estender até dezembro, com pagamentos mensais que vão incorporando progressivamente os contribuintes que não entraram nos lotes prioritários iniciais — um processo gradual que reflete tanto a complexidade de cada declaração quanto a necessidade de cruzamento de dados pela Receita antes da liberação de cada pagamento.
Como evitar cair na malha fina
Erros comuns que costumam gerar retenção de restituição incluem divergência de valores informados por fontes pagadoras, dedução de dependente sem comprovação adequada e inconsistência entre o valor declarado e o que consta nos sistemas da própria Receita Federal. Quem identifica esse tipo de erro na própria declaração pode retificá-la antes de ser notificado formalmente, o que costuma agilizar a liberação da restituição retida.
O que observar
Vale acompanhar a própria consulta individual no site ou aplicativo da Receita Federal para confirmar se o CPF está incluído neste lote, além de ficar atento à data de depósito em 31 de julho. Contribuintes que não constarem neste lote devem aguardar os próximos, já que o cronograma de pagamento costuma seguir mensalmente até o fim do ano.
Também vale ficar atento a golpes que costumam surgir em época de liberação de lote de restituição, com mensagens falsas simulando comunicação oficial da Receita Federal pedindo dados bancários ou pagamento de taxa — a Receita nunca cobra taxa para liberar restituição e toda comunicação oficial deve ser conferida diretamente no site ou aplicativo oficial do órgão.
Por que a restituição existe
A restituição do Imposto de Renda acontece quando o contribuinte pagou, ao longo do ano-calendário anterior, mais imposto do que efetivamente devia — geralmente por retenção na fonte acima do valor real apurado na declaração final, considerando deduções legais como dependentes, despesas médicas e previdência privada. Quando o valor pago é maior do que o devido, a diferença é devolvida pela Receita Federal, corrigida pela taxa Selic acumulada entre o mês de entrega da declaração e o mês do efetivo pagamento.
Essa correção pela Selic é um detalhe que muitos contribuintes desconhecem: quanto mais tarde o lote é pago dentro do próprio ano, maior tende a ser a correção aplicada sobre o valor original — o que significa que quem recebe em lotes mais avançados do calendário, ainda que não tenha prioridade legal, recebe o valor da restituição com correção proporcionalmente maior.
Impacto no consumo das famílias
A liberação de cada lote de restituição costuma gerar um pequeno impulso no comércio, especialmente em categorias como eletrodomésticos, viagens e quitação de dívidas — um padrão observado historicamente pelo varejo em todos os meses em que a Receita libera pagamento de lote, já que boa parte das famílias usa o valor recebido para reorganizar o orçamento doméstico ou antecipar um consumo planejado.





