
O Partido Comunista do Brasil (PCdoB) realizou nesta quinta-feira (30) sua Convenção Eleitoral Nacional, em formato híbrido, oficializando o apoio à candidatura à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e à chapa com o vice-presidente Geraldo Alckmin em 2026. A legenda integra a Federação Brasil da Esperança, ao lado do PT e do PV, e ratificou durante o encontro as coligações com o PSB, o PDT e a Federação PSOL-Rede, além de autorizar a Comissão Política Nacional do partido a deliberar sobre eventuais ajustes na aliança até o início oficial da campanha.
Durante a convenção, os dirigentes do PCdoB aprovaram por unanimidade um manifesto que reforça as bandeiras históricas do partido — defesa da democracia, do desenvolvimento nacional, da soberania e da mobilização popular — como eixos centrais da campanha eleitoral que se aproxima.
“Precisamos defender a soberania do Brasil”, diz Nádia Campeão
A presidenta nacional em exercício do PCdoB, Nádia Campeão, definiu a defesa da soberania nacional como o principal eixo da disputa eleitoral de 2026. “Nesta eleição, nós precisamos defender a soberania do Brasil. O Brasil precisa de um presidente que defenda o país, a economia brasileira, o povo brasileiro e a Constituição brasileira”, afirmou durante a convenção.
Em declaração ao Portal Vermelho, Nádia afirmou que o partido se preparava “há muito tempo” para formalizar o apoio à chapa Lula-Alckmin. “Este é um ponto de inflexão para iniciar a reta final da campanha”, disse a dirigente, acrescentando que o clima observado nas convenções estaduais já demonstrava o engajamento da militância comunista em torno da candidatura. “A gente chega muito animado a esta convenção. Vamos esperar logo o dia em que a campanha poderá ir para as ruas. Vai ser uma alegria lutar pela vitória”, completou.
Segundo Nádia Campeão, a vitória eleitoral por si só não é suficiente: será preciso mobilização permanente para assegurar novos direitos à população brasileira e consolidar um projeto nacional de desenvolvimento ao longo do próximo mandato.
Coligação formalizada em clima de “ampla unidade”
O secretário de Organização do PCdoB, Altair Freitas, foi o responsável por formalizar os termos da coligação durante a convenção. Em declaração ao Portal Vermelho, ele destacou que o encontro transcorreu “num clima de ampla unidade”, com todas as deliberações aprovadas por unanimidade pelos delegados presentes, tanto de forma presencial quanto remota.
Segundo Altair, a convenção “coroa uma parte do processo eleitoral” ao oficializar o apoio à chapa Lula-Alckmin e formalizar as coligações com os partidos aliados. O dirigente ressaltou ainda que, a partir de 16 de agosto, data em que começa oficialmente a propaganda eleitoral no país, o PCdoB chega a essa fase com “candidaturas fortes representando o partido em todo o Brasil”, em referência aos candidatos a cargos legislativos que a legenda lançará nos estados.
A ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação e presidenta nacional licenciada do PCdoB, Luciana Santos, também discursou durante a convenção, reafirmando a identidade histórica do partido com a democracia e a emancipação nacional. “Nós somos um partido imprescindível à democracia e à luta pela emancipação nacional”, afirmou, defendendo a continuidade da Frente Ampla liderada por Lula e Alckmin como instrumento para enfrentar a extrema direita, ampliar a governabilidade e fortalecer a soberania tecnológica do país.
Estratégia do partido para 2026
Representantes de outros partidos da base aliada, como PT, PSOL e PV, também participaram da convenção e defenderam a unidade democrática como condição essencial para enfrentar o avanço da extrema direita no cenário político nacional. Segundo o balanço apresentado pelos dirigentes comunistas, a estratégia do PCdoB para o pleito de 2026 combina três frentes principais: a reeleição do presidente Lula, a ampliação da bancada comunista no Congresso Nacional e o fortalecimento da organização partidária nos estados e municípios brasileiros.
Com a convenção realizada nesta quinta-feira, o PCdoB se junta formalmente aos demais partidos da Federação Brasil da Esperança na largada da corrida eleitoral rumo a outubro. A expectativa da legenda é usar a estrutura organizativa consolidada ao longo de décadas de atuação política para reforçar a militância nas ruas assim que o período oficial de campanha começar, em 16 de agosto, intensificando a mobilização em defesa da candidatura à reeleição de Lula e Alckmin.
O PCdoB é um dos partidos mais antigos do país e historicamente compõe a base de sustentação dos governos petistas, ocupando cargos relevantes no Executivo federal, como o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, hoje sob comando de Luciana Santos. A formalização do apoio à chapa Lula-Alckmin nesta quinta-feira consolida a Federação Brasil da Esperança como uma das principais forças organizadas do campo governista na disputa presidencial de outubro.





